A situação da outra agência de fomento estatal, CAPES, integrada ao MEC, também é considerada. Opiniões de especialistas e de pesquisadores, os últimos afetados pela ausência de bolsas, são reportadas de modo a traçar um panorama confiável e preciso da situação atual. Previsões nada alentadoras sobre o futuro da Ciência, Tecnologia e Inovação no país, caso não haja mudança favorável em tempo hábil, também são abordadas.
Algumas frases marcantes:
" "É a crise mais grave no setor desde as décadas de 1950 e 60, quando começou o fomento à ciência e tecnologia. Ao longo da trajetória, houve um período de altos e baixos, mas nunca houve uma crise como a atual. É um colapso do sistema", afirma o cientista político Luis Fernandes, ex-presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)."
" "A gente que faz mestrado e doutorado na área de pesquisa científica tem vontade de continuar. Como são pouquíssimas empresas que reconhecem a importância dessa área e investem nela, a gente fica dependente das agências de fomento estadual e federal, que estão com orçamento cada vez menor", diz o pesquisador."
"A minha última bolsa acabou em dezembro de 2020. Consegui dar apenas um curso online em março. Portanto, dependo dos recursos economizados ao longo dos anos, além do apoio familiar e do companheiro. Porém, aos 50 anos, convenhamos que isso é humilhante", desabafa Luiza Alvim. Ela estuda a relação entre a música e o cinema e tem pós-doutorado na área. Mesmo com parecer positivo no edital de 2020 do CNPq, não conseguiu bolsa.
" "O investimento em ciência, tecnologia e inovação leva tempo, é uma forma de olhar para o futuro. Não é como uma estrada, que começa e acaba em um prazo. O Brasil está na contramão nesse sentido", acrescenta a vice-presidente da ABC."
" "Com essa falta de visão sobre a ciência e a educação no Brasil, vai acontecer muita fuga de cérebros, porque os nossos estudantes são muito bons e ganham bolsa no exterior facilmente." "
Espero que gostem.



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